Quando li o título desse livro, logo me interessei em comprá-lo e conhecer um pouco mais desse lado da história. Uma escrita rica em detalhes e com informações interessantes.
Iniciei a leitura de maneira um pouco lenta, mas logo o ritmo foi fluindo com o passar das páginas e o relato de sobrevivência de Janina durante a Segunda Guerra Mundial. Realmente arrebatador, com suspense e emoções... Merecia um longa. Valeu a leitura e o preço salgado que paguei por esse exemplar novo, já esgotado em várias livrarias. Lembrou-me muito de O Pianista.
Gosto de leituras que me remetem a lugares que, mesmo de forma rápida, eu já conheci pessoalmente. Talvez por supor conseguir uma imaginação um pouco mais fiel e próxima à realidade física do lugar em questão...
Há
poucos anos estive em Varsóvia e me encantei com a cidade, com seu povo, com
sua história. Tenho memórias fotográficas e gastronômicas muito agradáveis
desse passeio que fiz, em 2010.
Varsóvia é conhecida como a fênix (a que ressurge das cinzas) da Europa, tamanha sua capacidade e rapidez em reerguer-se (física e moralmente) após sua total destruição pós-guerra.
Varsóvia é conhecida como a fênix (a que ressurge das cinzas) da Europa, tamanha sua capacidade e rapidez em reerguer-se (física e moralmente) após sua total destruição pós-guerra.
A Segunda
Guerra Mundial provocou as maiores cicatrizes na Polônia e, em especial, na
capital Varsóvia. Após um desigual combate com as tropas nazistas, as
repressões e o extermínio da população levaram Varsóvia a um estado de
degradação humana sem precedentes. Embora a população de Varsóvia tenha lutado
duramente contra as tropas nazistas, a revolta foi esmagada pelo exército
alemão. A população civil foi deportada e a cidade destruída prédio por prédio.
As
ruínas de Varsóvia despertaram sentimentos opostos: de um lado a destruição, a
calamidade e a implosão arquitetônica da cidade dava aos alemães a certeza de
que a identidade e a força do povo polonês havia sido dizimada; por outro lado,
cada pedaço de concreto retirado das ruínas da cidade representavam uma peça de
quebra cabeça que reconstruiriam não somente a cidade, mas a própria história
cultural do povo polonês.
A
população de Varsóvia garimpou as peças e pedaços em meio aos escombros da
cidade. As pinturas de Bernardo Bellotto, chamado Canaletto (1721-1780)
ajudaram os arquitetos, construtores e voluntários a reemergir Varsóvia.


Varsóvia, 2010: encantadora e surpreendente...
Monumento em Homenagem ao Levante de Varsóvia
Vista para o Castelo Real
Quanto ao livro, mais uma vez me vejo admirada com a coragem e a
resiliência desses sobreviventes da Segunda Guerra Mundial
Levam-me a muitas emoções e reflexões...
que decidiram registrar suas histórias.
Cada um com seu drama, sua busca pelo resgate da
dignidade,
administração das perdas e retomada de vida.